O termo ginecomastia vem do grego e significa mamas femininas. É uma ação que afeta homens, causada por um desenvolvimento excessivo no tecido da região mamária masculina. 



Ocorre nas fases de mudanças hormonais do homem, tais como: infância, adolescência e velhice. Em sua grande maioria, não é associada a qualquer doença. Pode ocorrer naturalmente na puberdade, regredindo espontaneamente nessa fase da vida. Caso surja em adultos, condições clínicas como tumores devem ser pesquisadas. Caso a ginecomastia não regrida na adolescência, pode ser operada, pois, o formato mamário feminino num homem é uma causa importante de vergonha e inibição. 
No homem adulto normal, não há tecido mamário palpável. A ginecomastia apresenta-se como uma massa na região mamária, palpável, variando de 1,0 a 10 cm de diâmetro. Ela apresenta-se geralmente unilateral, podendo desenvolver-se, após meses ou anos na outra mama. O mamilo e a aréola raramente apresentam mudanças significativas, embora hipertrofia dos mamilos e alargamento das aréolas possam ocorrer. Os smas limitam-se à massa palpável e pouca dor à palpação, principalmente nos adolescentes, porém na maioria dos casos, a doença é assmática. 
A maioria dos casos de ginecomastia ocorre na puberdade, com uma incidência de 65% jovens entre 14 e 15 anos. Essa condição desaparece durante os últimos anos da adolescência, apresentando-se apenas em 7% aos 17 anos de idade. A incidência aumenta com a progressão da idade, atingindo até 30% nos homens idosos. 
As diferentes causas de ginecomastia determinam a abordagem terapêutica mais apropriada. O uso abusivo de bebida alcoólica e maconha podem predispor ao desenvolvimento da doença. Caso surja na puberdade, pode-se aguardar pelo menos dois anos para observar se a regressão espontânea ocorre. Pessoas que ingerem esteróides ou anabolizantes levam a ginecomastia que não regride espontaneamente. Medicações para o de úlceras gástricas, de calvície ou de problemas de próstata, tumores da glândula mamária e ações hormonais exigem uma maior investigação clínica. 

GRAUS DE GINECOMASTIA: 

Grau I: um botão localizado de tecido glandular que é concentrado ao redor da aréola que, geralmente, em tórax não gorduroso e não há excesso de pele. 

Grau II: ginecomastia difusa em tórax com mais tecido gorduroso, onde as margens do tecido não são bem definidas. A associação com lipoaspiração do tecido gorduroso ao redor é freqüente. 

Grau III: ginecomastia difusa com grande excesso pele. Estes pacientes necessitam incisões externas à aréola, na pele, ou reposicionamento do complexo aréolo-papilar ou as duas associadas.

CIRURGIA: 
A técnica cirúrgica depende do tipo de ginecomastia e de sua gravidade. Existem técnicas que podem ser utilizadas separadamente ou em combinação: lipoaspiração e mamoplastia redutora (nos pacientes com redundância de pele). 
Os principais problemas relacionados ao tratamento cirúrgico da ginecomastia são irregularidades na superfície da mama e ações no formato ou na posição do mamilo. O inchaço pós-operatório dura cerca de 7 a 10 dias e pode haver ação de sensibilidade no local, que em geral é transitória, durando no máximo um ano na maioria dos casos. 
A cirurgia consiste em um corte pequeno em forma de semicírculo na parte inferior da aréola (mamilo). O cirurgião remove a glândula de consistência dura e aumentada, que deverá ser examinada por um patologista. A escolha de anestesia local ou geral é de preferência pessoal e depende em parte do tamanho da mama e da incisão. Em homens adultos mais velhos com grau I de ginecomastia, anestesia local é a mais fácil. Com grau II é mais difícil e anestesia geral é mais confortável. 
A correção da ginecomastia grau I (localizada) é geralmente um procedimento cirúrgico menos complexo. O grau II é mais difícil e apresenta uma série de problemas. Ondulações da pele torácica podem ocorrer após a cicatrização, podendo levar a depressão no centro ou nas periferias da lesão. A combinação entre cirurgia e lipoaspiração dá os melhores resultados.

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